Protesto na Faixa de Gaza acaba com ao menos 37 palestinos mortos

Manifestantes foram às ruas contra os 70 anos do Estado de Israel e a transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém
14/05/2018 13:23 Política
Mais de 500 palestinos foram feridos, segundo o movimento islamita Hamas
Mais de 500 palestinos foram feridos, segundo o movimento islamita Hamas

Dezenas de palestinos que protestavam contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos em Israel morreram nesta segunda-feira 14 na Faixa de Gaza, vítimas de tiros de soldados israelenses, anunciou o ministério da Saúde do território palestino. A última atualização é de 37 mortos no local.

Mais de 500 palestinos foram feridos, segundo o ministério do território governado pelo movimento islamita Hamas.

As vítimas fatais elevam a 82 o número de palestinos mortos na Faixa de Gaza desde o início de um movimento de protesto em 30 de março.  Este é o dia mais violento do conflito israelense-palestino desde a guerra de 2014 no território. 

Um dos 28 mortos é um adolescente de 14 anos, informou o ministério da Saúde da Faixa de Gaza, o território palestino governado pelo movimento islamita Hamas.

Milhares de pessoas protestam desde o início da manhã na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel. Além das críticas à transferência da embaixada norte-americana de Tel Aviv para a Cidade Santa, os manifestantes protestavam pelos 70 anos da criação do Estado de Israel.

A proclamação de independência de Israel em 14 de maio de 1948 é sinônimo de êxodo e "catástrofe" ("Nakba" em árabe) para os palestinos. Milhares deles foram expulsos ou fugiram de suas aldeias.

Os soldados israelenses abriram fogo quando os manifestantes se aproximaram da cerca na fronteira. No domingo 13 e nesta segunda 14 o exército israelense lançou panfletos em Gaza para advertir os palestinos participantes de manifestações que se expõem ao perigo. As tropas de Israel anunciaram que eles não poderiam se aproximar da cerca de segurança ou atacar os soldados.

Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou nesta segunda-feira 14 a mudança para Jerusalém da embaixada de seu país e afirmou que este "é um grande dia para Israel", apesar dos confrontos violentos na Faixa de Gaza.

Em uma mensagem no Twitter, o presidente americano não fez referência à violência e pediu a seus seguidores que assistam ao vivo a cerimônia de inauguração da sede diplomática.

Ele anunciou que a cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal de televisão Fox.

Ivanka Trump e Jared Kushner, filha e genro e conselheiros do presidente americano, estarão, ao lado de outras autoridades dos dois países, na cerimônia, considerada por muitos como um desafio à comunidade internacional em um momento de grande preocupação com a estabilidade na região.

Leia mais em AFP

Fonte: por AFP* / Carta Capital

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